© 2016 Vivan Wolff - wolffcoaching@gmail.com

A noite que tinha tudo para dar errado. E deu certo.

June 3, 2016

 

Hoje meu caçula amanheceu doente e não foi para a escola. Nesses momentos, percebo como ele já está grande, porque a situação está bem mais fácil de controlar. Mas me fez lembrar de uma vez quando havíamos acabado de chegar ao Brasil e ele tinha uns 2 aninhos:

 

Meu filho estava megadoente e meu marido teve que viajar à trabalho. Ou seja, estava eu sozinha com função acumulada de pai e mãe e as três crianças. Com meu pequeno mal e carente, a situação não estava das melhores. Para completar, aconteceu naquele dia o que eu chamo de "fenômeno Duracell": meus filhos muitas vezes têm um “up” de energia entre as 19:30-20h (acho que é o jantar que revitaliza a patota) e assumem o maior estilo “reggaeton”, pulando e dançando sem parar.  Em resumo, tinha: meu filho se arrastando super chororô e minhas filhas cantando na sala. E tentar mudar sozinha esse ritmo latino delas para o chill-out é muitas vezes esgotador. Quando os três finalmente dormem, estou acabada.

 

Foi então que essa falta de energia, descontrole e sensação de que não tinha conseguido fazer muita coisa se transformou em um privilégio só meu:

 

Nessa noite coloquei meu filho e minha filha do meio juntos em minha cama, me deitei ao lado deles e comecei a cantar Frère Jacques para o Arthur dormir. É a música de ninar preferida dele. Ele então se lembrou da minha filha maior, que estava em outro quarto e começou a chamá-la: “Chloé, Jacques, Chloé, Jacques”, no intuito de que ela viesse cantar para ele. Ela chegou, deitou do nosso lado e começou a cantar. E todos juntos, apertadinhos e abraçados na cama, começamos a rir e a se divertir muito! E meu quarto se encheu de cumplicidade e amor. E lá estavam meus três energizados, desta vez calminhos e companheiros, curtindo juntos aquela musiquinha francesa, felizes e recarregando todas as minhas pilhas para aguentar muitas e muitas mais noites como essa.

 

“Que sorte tenho em ser mãe dessas crianças!”, pensei.

 

Se conseguirmos enxergar através da nuvem preta, às vezes um dia ruim se transforma em um dia bom e podemos ganhar energia através daquela mesma fonte que tantas vezes nos suga. Para mim, a maior fonte de energia daquele momento foi ver meus filhos juntos, cuidando um do outro. E foi com essa felicidade no coração que eu fechei um dia esgotador, completamente recarregada.

 

 

 

 

 

 

 

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